sábado, 13 de março de 2010

2010 com AMAJI, favela, asfalto ruim, assalto... ruim... o bairro não é diferente de Ribeirão Preto


A tônica quando se fala em Jardim Itaú, numa tal de Ribeirão Preto, a quase que autoproclamada terra do chopp e a aLtoparabaixoproclamada capital do Agronegócio (na real, está mais pra capitaR do árcooubizenés) é pixarem das coisas ruins. É o que afinal, vende jornal, dá notícia, preenche os espaços publicitários na mídia. E porque o ruim é que se propaga instantaneamente, feito os margaridões, que até tem aquele aspecto bonitão da flor, mas é só aparência, fica encrustado depois; feito praga, se espalha e depois é difícil conter, quando se dá conta, tá lá crescidão, fácil. Isso é péssimo, pois a gente se acostuma, acha que é assim mesmo, que nada vai mudar. É difícil tirar um estigma. Nós aqui, somos um quintal do Jardim Recreio (apesar de que tem também o Jardim Itaú-Mirim, então talvez sejamos mais um fundão só), como falam de Araguari quando se referem a Beraba e Berlândia (desculpem quem de lá, mas que falam, ahh se falam!). Particularmente, se é pra ser quintal, preferia ser o Canadá, mesmo que aquele retratado em SouthPark.
Avante ao fim de uma década de um segundo milênio virado, 2010 ainda promete, tem AaaargShow, Feira do Livro, Copa do Mundo, Eleições, Censo, tem essas coisas todas pra inglês ver. O que pouca gente repara é que agora o Jardim Itaú tem Associação de Moradores consolidada e com mecanismos legais de atuação. E isso não brota de um dia pro outro. Demora muito, mas muito mais, que levantar um barraco num terreno que deveria ser pista mas alguma administração municipal resolveu "simplificar" e desviou. Esse caminho, aliás, foi um primeiro lance de pavimentação num bairro que esteve seus 30 anos só na terra roja e agora, com um novo trecho de asfaltamento parcial, tem apressado que já diz que manobraram pra previlegiarem moradores que são da AMAJI. Quanto a isto só 2 coisinhas: não havia nem associação atuante quando a retomada da discussão para asfalto se fez e, poooxa, que raro!: o "presidente" do grupo que à época capitaneou a questão, não teve "sua rua" asfaltada! Que seja, o pixe veio e sim, com muitos problemas, mas quem não tinha não tem nem como dizer que sem era melhor. Agora, cabe à associação a pressão a quem deve para que façam bem feito e completem serviços. E, óbvio, praqueles imediatistas vai demorar, pois são do tipo que só reclama mas nada faz. Estatuto registrado, vagarinho, devagarzin, mas tomara, sem parar, as coisas vão se fazendo. O Itaú já tem mudas, plantios em projetos de praça e nem foi preciso a AMAJI assumir a frente disto. Um bairro não depende de associação, mas se tiver, vai ser reflexo dos próprios moradores. E se tem favela? Ora, a pergunta é: quem ofereceu as condições para que a área fosse ""habitável""? E tem assalto porque tem favela? Se tem assalto é porque uns possuem muito e outros pouco possuem. E isso pode ser pouca educação, pouco trabalho, muita avareza, muita safadeza. Não é privilégio dum bairro. Com favela ou sem, o crime está na cidade, ou nesse meio mezzo rural, selvagem. Quem deve garantir moradia digna, segura, com infraestrutura adequada, não é uma associação de bairro e esta nada vai fazer contra uma favela. Se esta é ilegal, quem vai resolver é a prefeitura e os poderes ligados a tal.
Enfim, o estatuto está registrado. De certo, este ano tem AMAJI. E tem favela e tem gente boa e gente ruim. Tem gente trabalhando e gente só aproveitando. Até quem teve casa invadida não desistiu. É prum futuro melhor que se investiu. O asfalto em muito lugar é que não resistiu. Tem buracão, cão bravo solto, mas também joão de barro bão. Ainda tem poeirão e margaridão. Mas tem obra em volume, tem quem só veja estrume, vagalume tem tem. Há luz nesse trem. É saber viver o Jardim Itaú além.