quarta-feira, 22 de outubro de 2014
Estamos em constantes obras: recomeço com direito a dia de gala e de galinhas, de prefeita e de coisas pra inglês ver
E foi num destes futuros equipamentos públicos, a praça diante das vias Madre Teresa de Calcutá e Jirges Ristum, que se fez o quase palanque para o lançamento das obras com recursos do Plano de Aceleração do Crescimento, repassados via CORPAC, que finalmente, contemplaram o bairro.
Já no sábado anterior, 18/10, cedinho, ao amanhecer, máquinas e "homens trabalhando", trataram de eregir vistosa placa oficial com detalhes da aguardada realização nesta e outra, igualzinha, na supostamente principal área institucional, a praça de entrada ao bairro, diante do poço da Daerp, ainda com seu cercado sem a devida recuperação, desde que um temporal que deve remontar à abril já, derrubou uma portentosa árvore.
Mas, eis que o cenário estava pronto na praça mais acima: figuras, figurinos, figurantes, veículos de grande porte, os assessores e a assessoria de sempre. Até viatura da Base Comunitária, ou seja, a Guarda Civil Municipal, estava lá. Umas 40 pessoas ou 50, contando os operários da empreitada. O bairro nunca foi tão prestigiado pela administração pública local.
Hoje, dois dias depois, não havia mais que 2 ou 3 trabalhadores na manhã desta quarta-feira. Chegaram só num desses ônibus de linhas urbanas, cujos destinos reservam-lhes Borrowed Time como transporte de "pau-de-arara", que é, no linguajar interiorano, quem trampa na roça. Esse busão "rural", no caso, é da empreiteira vencedora da licitação e estranhamente, mostra na testeira de destinação, a linha 102, com identificação "Faculdade Medicina". Vão curar o bairro, é essa a sugestão? Entretanto, todo aquele barulhão obreiro de anteontem, cadê? Se foi só um atrasinho, de muitos que ainda virão, bem. Senão, é bom já anotar o nome da empresa que consta nas duas placas e começar a cobrá-la. Mais que isso, acompanhar o que farão, pois, a exemplo da outra que fez as etapas anteriores do asfaltamento, se não houver rédea curta da observação do que executarão, muita coisa errada e sem a apropriada resolução ainda está para acontecer.
Aqui fica o desejo de que nada comprometedor acometa o bairro, ao fim e ao bom cabo. Fica a esperança. Não é pessimismo não, já que aves de mau agouro não gorjeiam por aqui. É só a história, do Jardim Itaú e das obras públicas em Ribeirão Preto, bem como em outras cidades que sabemos, as trajetórias que não devemos permitir que se repitam. Uma historiografia típica brasileira que relutamos a mudar. Então, que aquelas almejadas praças venham, que se tornem cheias de graça, com ou sem as PrimaVeras, até com galinhas de Angola ou com as ornamentações que forem, para no futuro, até ingleses virem pra cá com vontade de aqui povoar.
sábado, 12 de julho de 2014
segunda-feira, 25 de junho de 2012
BOICOTE ao Itaú (o Banco)
E é por essas e outras que devemos boicotar tal BANCO, que aliás, tem sua história ligada às origens deste bairro, pois que este não foi batizado apenas coincidentemente com o mesmo nome. Uma pena, pois tal instituição bancária poderia muito bem patrocinar iniciativas de melhorias ao bairro e enaltecer sua imagem não só junto aos que tem envolvimento com o bairro homônimo mas com toda comunidade desta e outras cidades em que o banco possa estar mais presente. Agora, contra fatos da natureza da descrita pela cronista, o que este Itaú tem a nos esclarecer? Qualquer cidadão mais inteligente vê que a tal empresa do "FEITO PARA VOCÊ" e que capitaliza em cima de bebezinho engraçadinho de you tube viral é a epítome do oportunismo mais repugnante que há. E tem gente que se acha com inteligência acima da média, que considera isso louvável. Só se for pelos bons investimentos que possui neste banco, o que só demonstra o volume da esperteza.Mas Cadê o Cesar?Quero aqui me solidarizar e compartilhar minha visão (tomara que alguém se importe também com ela) de cliente da Livraria Cultura. Assim, meio no desabafo, meio na crônica, escrevo algumas palavras, histórias e sentimentos, de estupefação e decepção diante da demissão de mais de 50 trabalhadores e trabalhadoras da Livraria Cultura.Compro muito na Cultura. É um dos meus programas paulistanos favoritos: almoçar com as amigas (ou só), ir à Cultura, ler, comprar, ou somente circular pela linda loja, respirar conhecimento e depois pegar um cineminha, necessariamente nesta ordem.Faz uns seis meses, uma carona me deixou em frente a uma loja concorrente. Entrei (não sem culpa) para conhecer e fui selecionando alguns exemplares.Conforme o antebraço pesava refletia que há anos não comprava em outra livraria e tentava me convencer que não havia problema algum nisso. Com certa dificuldade e desorientada na minha primeira visita, circulava tentando alcançar as altas estantes, prá lá de perdida na minha busca e sem atendimento.Aos poucos, fui sendo tomada por uma irritação, enquanto refletia que ali eu poderia até comprar livros, mas o "meu" lugar, o "meu" atendimento, aquela precisão, empenho, carisma, gentileza, competência só mesmo na Cultura - da Paulista, onde frequento.Ainda um tanto atônita no desconhecido espaço da concorrência busquei ajuda, que primeiro não veio. Depois da terceira chamada, até veio, mas melhor seria não ter vindo. A "figura" trouxe na bagagem um péssimo humor, simpatia “menos zero” e conhecimento nenhum para as minhas perguntas, que nem eram tão complexas assim: queria alguns exemplares sobre corrupção para um estudo no meu curso de sociologia. Apenas isso.Mas não foi só o péssimo atendimento, foi o desdém de me apenas indicar uma estante cuja minha pesquisa já havia sido feita e pouco ou nada foi localizado.Fui ignorada pelos atendentes. Olhava ao redor absolutamente perdida enquanto eles, solitários, ficavam diante das telas dos computadores, como que pesquisando algo importante. Importante como eu não era, eles estavam totalmente indiferentes às minhas angústias.Senti-me péssima e com uma saudade enorme do atendimento da Livraria Cultura, especialmente do Cesar que sempre ocupado, me deixava à vontade escolhendo, mas era de uma presteza nas respostas e seriedade, incomparáveis. Nunca trocamos uma só palavra que não fosse sobre livros. Nada. Nem sobre frio ou calor, costume tão paulistano! Nem sobre eleições, candidatos, gestores. Nada, não somos amigos. Mas ele sempre sabia o que eu precisava! Ele lia a minha alma!E sempre me fazia comprar sem jamais induzir.De repente, com meia dúzia de livros nas mãos, na loja concorrente senti uma falta do Cesar tão grande, que tímida e constrangidamente, depois de mais de uma hora de pesquisa, larguei os livros sobre o balcão.O constrangimento, no entanto, deu lugar ao alívio em perceber que nenhum dos livreiros sequer notou a pilha de livros ou a minha saída.Aliviada, mas triste, refleti que ali eu não significava nem mesmo um número.Eu simplesmente, não significava!E então, novamente aliviada embarquei no metrô sentido Consolação, rumo finalmente à Cultura. Ufa!!!Naquela noite, quando de longe avistei o Cesar, senti uma alegria incrível.Meu cumprimento a ele foi prá lá de entusiasmado, foi mesmo "Over" (como se diz) e percebi que até o surpreendeu e para minha surpresa ele respondeu:_Oi Vânia.Caramba!!! Ele sabia o meu nome!!! E não estava com a tela aberta procurando no meu cadastro. Ele simplesmente SABIA o meu nome. Fiquei emocionada, de verdade. E comprei, comprei, comprei, "até ficar com dó da concorrência" (plagiando Cauby Peixoto). Naquela noite, não me despedi dele, apenas fui embora, feliz e (pensava eu) eternamente fiel à Livraria Cultura.E voltei outras tantas vezes. Dava uma passada de olho e se ele não estava sempre tinha outros e outras atentos/as, simpáticos/as e profissionais, muito profissionais.Nem mais, nem menos, nem nos ignoram, nem invadem o prazeroso e intimista universo silencioso e reflexivo do leitor. Profissionais no conhecimento certo, no tom de voz certo, na simpatia do trabalhador e da trabalhadora que entende, respeita e zela. O próprio prazer no trabalho. Sim, ele existe!Tudo certo. Tudo perfeito.Então, na semana passada lá fui eu novamente. "É um vício", todos me dizem. Ao subir as escadas do terceiro piso encontrei um professor meu que sabe TUDO sobre Marx. Ao olhá-lo, me lembrei de uma aula sobre a tal "Mais Valia". Era um presságio! Cumprimentamos-nos sorridentes e me pus a circular as estantes em busca de livros sobre desenvolvimento com sustentabilidade. Escolhi quatro exemplares e fui perguntar... claro... ao Cesar qual "aquele" livro que não dá para viver sem ler nesta área ambiental. Ele certamente saberia!Olhei, olhei, olhei de novo e nada. Deve ser folga dele, bom para ele, merece! pensei. Então, fui consultar com os demais e não menos queridos atendentes. Novamente olhei, olhei, olhei e ... nenhum, ninguém. Foi então que percebi uma série de rostos novos, e de repente, me assustei: ERAM TODOS NOVOS!!!Assustada, circulei o olhar e encontrei um habituè cliente da loja, mas com quem nunca troquei sequer um aceno de cabeça. Dirigi-me a ele, no entanto, como se fosse uma antiga amiga e com intimidade perguntei: Cadê todo mundo, cadê o pessoal atendente daqui? São todas caras novas! Ao que ele respondeu: soube que demitiram 15 funcionários aqui da Livraria.Assustei-me e pensei o que é isso? Cadê a galera brilhante que atende a gente? Uma gente linda, moderna, diferente, inteligente, simpática. Cadê??? Mas cadê o Cesar?Rumei para o caixa, escrevi uma reclamação e postei na urna, absolutamente indignada. Depois também escrevi no Facebook da loja.Reclamei, questionei, cobrei. Uma breve pesquisa e confirmei aquilo que no fundo já imaginava. Foram mesmo demitidos. Não 15, como relatou o “conhecido” cliente, e sim mais de 50. E na parte administrativa, mais vários. Funcionários e funcionárias com mais de 20 anos de casa, na rua. R U A!!! E a razão?Investidores do banco Itaú na livraria, sabe aquele banco "FEITO PARA VOCÊ", pois é eles resolveram promover uma “REESTRUTURAÇÃO” na Livraria. Uma “READEQUAÇÃO” de SALÁRIOS!!!NÃO uma readequação dos juros exorbitantes que são cobrados dos clientes desde que estes colocam os pés nas suas agências para abertura de uma conta. NÃO uma readequação nas taxas exploratórias do cheque especial; NÃO uma readequação nas taxas cobradas para uma simples consulta de saldo ou extrato DO MEU DINHEIRO. NÃO uma readequação nas taxas cobradas quando o cliente precisa de um empréstimo e lhe enfiam goela abaixo seus malditos produtos bancários, NÃO. Isto não pede readequação alguma, nem financeira, nem moral. Mas o salário de trabalhadores e trabalhadoras competentes e comprometidos que há anos se dedicam a construir uma carreira com dedicação, atendendo diariamente uma clientela exigente, com presteza e competência, este sim é "READEQUADO".Pois saibam vocês malditos "INVESTIDORES" que isso NÃO é readequação é IMORALIDADE; Isso NÃO é readequação é GANÂNCIA; Isso não é readequação é ASSALTO aos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras. Que vergonha!Saber que por uma única e exclusiva razão economicista, mesquinha em nome do lucro A QUALQUER PREÇO, trabalhadores e trabalhadoras são demitidos, num momento em que o Brasil enfrenta com dignidade e crescimento uma crise internacional que assola e sacrifica trabalhadores na maior parte do mundo. E vocês COVARDES “INVESTIDORES” só pensam em LUCRO. E quanto mais ganham, mais mesquinhos, medíocres e miseráveis tornam-se. ESPECULADORES: aprendam a reconhecer o valor, a importância da classe trabalhadora na conquista dos seus lucros. Reconheçam malditos miseráveis “INVESTIDORES”o investimento pessoal de cada trabalhador ou trabalhadora em cursos, leituras, formação acadêmica, idiomas (exigência na contratação da Livraria Cultura) aprendam a VALORIZAR as carreiras destas pessoas que vocês demitem despudoradamente em nome do lucro de banqueiros. Aprendam “INVESTIDORES” do Brasil. Aprendam a VER e a SER gente!Como falei para a humana e competente funcionária da Livraria que me atendeu e acolheu minha reclamação, com quem desabafei (e até chorei) há pouco, não se trata de ter outra pessoa competente para me atender. Não é de mim e do meu consumismozinho obsessivo por livros que estou tratando. É do desrespeito, da violação e da violência vivida por cada trabalhador ou trabalhadora que foi demitido por ser competente e por ganhar compativelmente à sua competência. É disto que estou falando. É DE INJUSTIÇA QUE ESTOU FALANDO!É da DESRESPEITOSA, DESUMANA E DESAVERGONHADA DEMISSÃO EM MASSA QUE EU ESTOU FALANDO. E por fim, é com muita dor que eu afirmo e reafirmo que apesar do costume de anos, do prazer e das centenas de livros que lá comprei, da história estabelecida com a Livraria Cultura que garanto: NÃO PISO MAIS LÁ ATÉ QUE TODOS OS TRABALHADORES E TRABALHADORAS DISPENSADOS INJUSTA, IMOTIVADA E IMORALMENTE SEJAM READMITIDOS.Trabalhador e trabalhadora merece respeito. O acúmulo, o conhecimento, a dedicação de cada profissional não se vende nem se troca. São patrimônios inegociáveis.Na Livraria Cultura, seus livreiros são amantes do livro, como nós clientes. Essa afinidade é que nos aproxima. Este era o diferencial da Cultura, se isso se perdeu, eu não tenho mais razão também para lhes ser fiel. Eu simplesmente vou tratá-los da mesma forma como vocês trataram seus funcionários: LIVRARIA CULTURA: EU DEMITO VOCÊ E SEUS MALDITOS (DES)INVESTIDORES!!!
E a Livraria Cultura acaba de perder mais um cliente, aqui no Jardim Itaú... BEM FEITO PARA VOCÊ, que acredita no Itaú
(fonte da crônica acima) http://www.cut.org.br/destaque-central/47990/livraria-cultura-realiza-demissao-em-massa-para-cortar-gastos
Clique no link acima, para ler mais sobre o assunto.
Livraria Cultura realiza demissão em massa para cortar gastos
13/04/2012
Demissões imotivadas começaram a acontecer após aquisição da livraria pelo grupo de investidores do banco Itaú
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Jardim Itaú na Tv Clube
E aqui está a matéria:
se estes videos acima não estiverem mais disponíveis via TvClube, procure pelo You Tube, busque pelas palavras chave Jardim Itaú Ribeirão Preto, AMAJI Ribeirão Preto, ou ainda, as tags sobre vídeos do usuário JardimItauRibeiraoRP.
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Domingo, 06 de novembro: Assembleia Extraordinária
quarta-feira, 15 de junho de 2011
sexta-feira, 27 de maio de 2011
AMAJI: Atenção Moradores Jardim Itaú! Participem da assem...
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Agora é oficial!
A AMAJI tem blog próprio neste endereço http://amajitau.blogspot.com
Lá, maiores detalhes sobre as realizações da Associação, em caráter formal, pela gestão que a conduz legalmente desde 2009. Aqui, continuaremos, de tempos em tempos, divulgando algo de interesse sobre o bairro, não necessariamente de acordo com as vozes oficiais da diretoria em vigor.
domingo, 18 de abril de 2010
E calçada, vai fazer? A prefeitura exige a largura mínima de 1,20m cimentada. Se for fazê-la, aproveite para deixar a área restante com grama, plantas e árvores. Ficará mais bonita e ECONÔMICA, além de evitar buracos na terra e asfalto danificado.
Para uma calçada + ecológica, consulte:
Secretaria do Meio Ambiente 3603-9138 ou 3603-9133 (com Edmur, Elisane ou Susana).
AMAJI (gestão 2009/2011)
sábado, 13 de março de 2010
2010 com AMAJI, favela, asfalto ruim, assalto... ruim... o bairro não é diferente de Ribeirão Preto
A tônica quando se fala em Jardim Itaú, numa tal de Ribeirão Preto, a quase que autoproclamada terra do chopp e a aLtoparabaixoproclamada capital do Agronegócio (na real, está mais pra capitaR do árcooubizenés) é pixarem das coisas ruins. É o que afinal, vende jornal, dá notícia, preenche os espaços publicitários na mídia. E porque o ruim é que se propaga instantaneamente, feito os margaridões, que até tem aquele aspecto bonitão da flor, mas é só aparência, fica encrustado depois; feito praga, se espalha e depois é difícil conter, quando se dá conta, tá lá crescidão, fácil. Isso é péssimo, pois a gente se acostuma, acha que é assim mesmo, que nada vai mudar. É difícil tirar um estigma. Nós aqui, somos um quintal do Jardim Recreio (apesar de que tem também o Jardim Itaú-Mirim, então talvez sejamos mais um fundão só), como falam de Araguari quando se referem a Beraba e Berlândia (desculpem quem de lá, mas que falam, ahh se falam!). Particularmente, se é pra ser quintal, preferia ser o Canadá, mesmo que aquele retratado em SouthPark.
Avante ao fim de uma década de um segundo milênio virado, 2010 ainda promete, tem AaaargShow, Feira do Livro, Copa do Mundo, Eleições, Censo, tem essas coisas todas pra inglês ver. O que pouca gente repara é que agora o Jardim Itaú tem Associação de Moradores consolidada e com mecanismos legais de atuação. E isso não brota de um dia pro outro. Demora muito, mas muito mais, que levantar um barraco num terreno que deveria ser pista mas alguma administração municipal resolveu "simplificar" e desviou. Esse caminho, aliás, foi um primeiro lance de pavimentação num bairro que esteve seus 30 anos só na terra roja e agora, com um novo trecho de asfaltamento parcial, tem apressado que já diz que manobraram pra previlegiarem moradores que são da AMAJI. Quanto a isto só 2 coisinhas: não havia nem associação atuante quando a retomada da discussão para asfalto se fez e, poooxa, que raro!: o "presidente" do grupo que à época capitaneou a questão, não teve "sua rua" asfaltada! Que seja, o pixe veio e sim, com muitos problemas, mas quem não tinha não tem nem como dizer que sem era melhor. Agora, cabe à associação a pressão a quem deve para que façam bem feito e completem serviços. E, óbvio, praqueles imediatistas vai demorar, pois são do tipo que só reclama mas nada faz. Estatuto registrado, vagarinho, devagarzin, mas tomara, sem parar, as coisas vão se fazendo. O Itaú já tem mudas, plantios em projetos de praça e nem foi preciso a AMAJI assumir a frente disto. Um bairro não depende de associação, mas se tiver, vai ser reflexo dos próprios moradores. E se tem favela? Ora, a pergunta é: quem ofereceu as condições para que a área fosse ""habitável""? E tem assalto porque tem favela? Se tem assalto é porque uns possuem muito e outros pouco possuem. E isso pode ser pouca educação, pouco trabalho, muita avareza, muita safadeza. Não é privilégio dum bairro. Com favela ou sem, o crime está na cidade, ou nesse meio mezzo rural, selvagem. Quem deve garantir moradia digna, segura, com infraestrutura adequada, não é uma associação de bairro e esta nada vai fazer contra uma favela. Se esta é ilegal, quem vai resolver é a prefeitura e os poderes ligados a tal.
Enfim, o estatuto está registrado. De certo, este ano tem AMAJI. E tem favela e tem gente boa e gente ruim. Tem gente trabalhando e gente só aproveitando. Até quem teve casa invadida não desistiu. É prum futuro melhor que se investiu. O asfalto em muito lugar é que não resistiu. Tem buracão, cão bravo solto, mas também joão de barro bão. Ainda tem poeirão e margaridão. Mas tem obra em volume, tem quem só veja estrume, vagalume tem tem. Há luz nesse trem. É saber viver o Jardim Itaú além.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Dia 22 de agosto de 2009
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Baladas do Asfalto 2 e outras da @iTaufavela
Sendo o Sr. Palinkas um profissional do jornalismo também, espera-se que ele esteja mais atento e sensível às demandas que os moradores regulares daqui pleiteam, não nos tratando como meros compradores de jornal com notícias como essa referida anteriormente e, afinal, nóis não somus banco, enem temu praça, mais teimus inteinets, imeiu e brogui, é o Jardim @itau no saiberespaçu!
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Afinal, a quem interessa a favela?
Crescimento de favela no Jd. Itaú põe em risco área verde na zona leste de Ribeirão
DA FOLHA RIBEIRÃO
A favela do Jardim Itaú, na zona leste de Ribeirão Preto, tem o maior potencial de crescimento entre os 33 núcleos existentes na cidade e sua expansão ameaça uma área verde no entorno.
Em seis anos, a população local passou de 120 (estimativa da prefeitura feita em 2003) para cerca de 200 pessoas, conforme a Folha constatou ontem. O número de barracos cresceu de 36 para aproximadamente 50.
Enquanto a maioria dos núcleos está saturada ou espremida por bairros residenciais, a favela do Itaú é cercada por uma ampla área verde.
"Já notamos a intenção de pessoas de construir barracos na área verde, que é erma, pública e dá a condição de invasão", disse o vereador Gilberto Abreu (PV), que presidiu uma CEE (Comissão Especial de Estudos) criada na Câmara em 1996 para estudar a questão das favelas. A comissão concluiu que existe falta de atenção do poder público em relação ao local.
Ontem, a Folha constatou que um barraco de madeira foi construído além de uma cerca que isola a área verde. Segundo moradores, a Guarda Civil passou pelo local depois da construção.
O vendedor Vinícius Dias Monteiro, 29, gastou as últimas economias para comprar um terreno, em transação irregular, e construir sua casa.
Morador da favela há dez meses, ele diz preferir a casa de alvenaria no Itaú a morar em um conjunto residencial da Cohab (Companhia de Habitação). "Aqui minha casa é grande. Investi R$ 4 mil no terreno e pelo menos R$ 13 mil na casa. Você acha que eu quero mudar?", questionou Monteiro, que não tem rede elétrica legal, asfalto ou sistema de esgoto.
Os moradores mais antigos pensam diferente. Cansados da falta de estrutura, esperam estar incluídos em projetos futuros.
"A prefeitura veio uma vez fazer entrevista, mas não aconteceu nada. Seria ótimo morar em um bairro de verdade", disse o servente Hamilton Pereira Ribeiro, 36, morador do núcleo há dez anos.
A prefeitura não tem planos de desfavelamento para a área. O déficit de Ribeirão é de 16.600 casas.
(link para o original deste texto http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ribeirao/ri0304200903.htm )
A seguir, uma resposta, em carta copiada para as principais redações jornalísticas locais; assim, numa eventual nova reportagem, talvez haja um melhor trabalho apurativo.
À redação do caderno Folha Ribeirão,
Com relação à matéria sobre favelados em Ribeirão Preto , publicada sexta-feira, 03/4/09 e, em especial, o destaque para o caso especificado como sendo do bairro Jardim Itaú, gostaríamos que considerassem as seguintes anotações.
Em primeiro lugar, agradecemos o teor da reportagem, que chama atenção para um conjunto de problemas que requer solução urgente e, é de se esperar que, desta vez, o poder público não se acomode e considere a questão como algo secundário, legando para as administrações seguintes e para o futuro da cidade condições cada vez mais precárias de organização do espaço urbano.
No que diz respeito mais diretamente ao bairro supracitado, cabe sinalizar que ao contrário do anunciado, este não se localiza na zona leste deste município e sim, na sua “cardealidade” oposta, perfazendo com os bairros vizinhos de Jardim Recreio e Itaú Mirim, a principal concentração residencial adjacente à USP pela entrada da Av. Bandeirantes. Portanto, uma observação inicial a se fazer é que o crescimento deste núcleo habitacional desagregado que se convencionou chamar de favela do Jardim Itaú diz respeito não só ao bairro que lhe emprega o nome e sim a todo seu entorno, o que inclui um campus da mais importante instituição de ensino superior da América Latina. A comunidade da USP Ribeirão Preto, aliás, tem experiência de convívio conflituoso com a afamada favela instalada no bairro do Monte Alegre e poderá ver agravada essa situação com o eventual estabelecimento desta nova favela num de seus outros flancos.
Quanto à área verde ameaçada, foi precisa a constatação da reportagem em relação à ocupação ilegal que já se iniciou e tende a crescer desordenadamente, uma vez que uma ampla parte deste espaço previa praças que permanecem apenas desenhadas no papel, quando do lançamento do loteamento que originou tais bairros. Porém, cabe ressaltar que a área possui nascentes que se comunicam com as mesmas águas que abastecem a rede hídrica que alcança o campus da USP. E também, deve-se questionar como tais invasores estariam conseguindo se estabelecer nestas áreas. Uma investigação mais detida poderia ser reveladora de mecanismos mais perversos, inclusive aqueles conhecidos como grilagem e cujos responsáveis podem coibir denunciantes através de esquemas que passam até pelo tráfico de armas e drogas.
Por fim, faltou à reportagem mencionar que a origem dos assentamentos ali, se deu pela manobra paliativa da Prefeitura à ocasião da pavimentação asfáltica. Tal evento envolve a UNAERP, que mantém propriedade ao longo do que deveria ser a Av. Maestro Antônio Giammarusti. Seu traçado original deixou de passar rente ao que deve ser o calçamento da conhecida Chácara da UNAERP, aparentemente, porque esta não quis arcar com os custos dos serviços de asfaltamento. Assim, houve um recuo em determinado ponto, com o desvio da pista asfaltada e a geração de um largo que propiciou o surgimento das atuais ocupações irregulares e improvisadas sobre o que deveria ser a avenida. Este fato é de fácil constatação também através do programa Google Earth que disponibiliza uma razoavelmente nítida imagem da curva que foi realizada na pista, algo não condizente com o desenho traçado em mapas da Prefeitura.
Portanto, acreditamos que o problema é de interesse de uma ampla comunidade ribeirãopretana por envolver nomes e instituições que perpassam os meros limites de um bairro, daí chamarmos atenção para os desdobramentos existentes em um trabalho rigoroso de apuração dos reais motivos que levam a subsistência de um núcleo favelado como este.
Moradores dos bairros Jardim Itaú, Itaú Mirim e Jardim Recreio
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Baladas do Asfalto
Vai aqui copiado (na íntegra) de email recebido pelo presidente da AMAJI:
Ribeirão Preto, 28 Outubro 2008
Prezado Lourival:
Seguem abaixo os link[sic] da tomada de preço de pavimentação de ruas e galerias do Jardim Itaú.
Nos arquivo[sic] anexos[sic]: "ruas a asfaltar em amarelo", estão as ruas objetos da licitação; planilha de orçamento: quantitativos, preços unitários e total.
Verifiquem se o que está sendo licitado está dentro das expectativas e se tem algum favorecimento "explícito" !
Estaremos acompanhando este processo até a sua conclusão.
Saudações,
Arq. Mauro Freitas
Assessoria Gabinete Vereador Beto Cangussu
Tomada de Preço n. 085/2008 Contratação de empresa especializada de Engenharia, em regime de execução indireta e empreitada por preço unitário, para execução de Pavimentação Asfáltica, Galerias de Águas Pluviais e Rede de Derivação de Água e Esgoto em diversas ruas do Bairro Jardim Itaú, em Ribeirão Preto, conforme discriminado neste Edital e em seus anexos.
- Aviso:
http://www.ribeiraopreto.sp.gov.br/principaln.asp?pagina=/licitacoes/sadm/tp/tp-085-08-aviso.pdf
- Edital:
http://www.ribeiraopreto.sp.gov.br/principaln.asp?pagina=/licitacoes/sadm/tp/tp-085-08-edital.pdf
- Minuta:
http://www.ribeiraopreto.sp.gov.br/principaln.asp?pagina=/licitacoes/sadm/tp/tp-085-08-minuta.pdf
- Anexos:
http://www.ribeiraopreto.sp.gov.br/licitacoes/sadm/I25licitacoes.asp?pagina=/LICITACOES/sadm/tp/i25tomada.asp
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Chamada Pública: vamos ao que interessa
ASSUNTO: a representação associativa do bairro
DIA: SÁBADO, 08 DE NOVEMBRO DE 2008
HORÁRIO: DAS 16:00 ÀS 17:00
LOCAL: RUA TERESA PALMEIRA GALLON, 152
(rua à esquerda logo após a bomba do DAERP)
domingo, 27 de julho de 2008
Jardim Itaú é notícia
"Jardim Itaú, Jardim Itaú Mirim e Jardim Recreio - Bairros desconhecidos cuja existência ainda hoje é contestada, sendo em geral uma filial do Acre em Ribeirão Preto" (da própria)
Aqui, às vezes, publicaremos nossos furos de reportagem. Ou, invariavelmente, copiaremos das fontes corporativas. E que nós, do Nosso Jardim Itaú, não sejamos (quase) sempre os últimos a saber.
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Benvindas & Benvindos
Aqui será permitida, dentro dos preceitos de civilidade, a livre expressão do internauta para tudo que seja pertinente ao bairro e de interesse da maioria. Que sejam proporcionados debates, ações e mudanças também a partir dos conteúdos aqui desenvolvidos.
Então, que venham as sugestões em palavras que tragam sabedoria e qualidade de vida ao bairro.
